2,4 de 5- 2,43 Avaliação da comunidade
- 7 Classificou o álbum
- dois Deu 5/5
Se os álbuns fossem julgados apenas por seu nível de autoconsciência, Encontre a batida não receberia nenhuma crítica. O álbum de estreia da figura polarizadora da Costa Oeste, Blueface, diz tudo no título. Blueface é conhecido por muitas coisas, mas sua relação única com o ritmo é a maior.
Isso não o impediu de fazer músicas atraentes. Na verdade, seu fluxo desequilibrado deve ser visto como um ponto positivo, ajudando-o a se destacar. Suas letras bobas podem ser mais estranhas do que dignas de riso, mas pelo menos ele tem senso de humor.
Infelizmente, Encontre a batida não justifica a longevidade do Blueface. O projeto não tem nem uma hora de execução, mas parece inchado. Ouvir mais do que algumas músicas deste álbum pode ser como lidar com um convidado de festa que não pode ir para casa logo.
Um álbum não vai ser um novo clássico quando sua primeira música contém a linha Baby blowin ’dick como uma flauta e cuja quarta música tem She blowin’ dick como um trompete. Blueface pelo menos perde o Lil Yachty ao fazer referência a instrumentos que exigem o uso da boca (ou seja, não um violoncelo), mas isso não é muito tranquilizador. A última faixa, Murder Rate, é na verdade meio decente, principalmente devido a uma batida vibrante e um formidável Polo G.
Os versos convidados tendem a ser proficientes, principalmente contando com a química do artista com Blueface. Isso funciona para alguns, como Lil Baby e Stunna 4 Vegas, cuja energia com Blueface merece mais do que a batida entediante da armadilha do piano por trás deles. Outros, como Gunna e DaBaby, possuem recursos que só são necessários para ouvir os completistas desses artistas.
Ambjaay não consegue salvar Carne Asada, uma maratona nociva de duplo sentido como Ela vai engolir nozes como se fosse leite e eu vou rolar nessa vadia como um burrito. Nenhum artista mereceria a vergonha de estar em fracassos solo como o sucesso do clube aspirante Viral e Período, que goteja misoginia (por que essas vadias se apegaram ao ‘Gram, mas na verdade putas pessoalmente?) Pior ainda, mostra a versão de canto de Blueface.
A melhor música do álbum encontra Blueface só para ele. Dirty não o transforma em um letrista introspectivo cheio de habilidade técnica, mas tem um gancho forte, uma boa batida e uma escrita inteligente (passei uma casa no sofá). Possui seu carisma inicial que atraiu tantos. Isso também desligou muitos? Claro, mas isso faz parte de se destacar e se destacar.
Esqueça a batida. Este álbum sem brilho sugere que Blueface precisa se redescobrir.
